Desenvolvimento e conservação: é possível caminhar juntos?

Como aliar desenvolvimento e conservação? Esse é um dos grandes desafios do nosso tempo, especialmente em regiões como a Praia do Forte, município de Mata de São João, onde o crescimento imobiliário avança rapidamente sobre áreas que ainda abrigam populações importantes de preguiça-de-coleira.

Em apenas dez dias, 16 preguiças-de-coleira precisaram ser resgatadas de áreas em processo de supressão de vegetação para a implantação de um grande empreendimento imobiliário. Dezesseis vidas diretamente impactadas pela transformação da paisagem.

Quando acessamos um animal, ele é microchipado e tem seus dados biométricos coletados, como peso e medidas corporais. Esses dados são fundamentais para o estudo populacional de uma espécie ameaçada como a preguiça-de-coleira. Cada informação registrada nos ajuda a compreender crescimento, saúde, deslocamentos, recapturas e dinâmica populacional — base essencial para decisões de conservação mais eficazes.

Agora, esses animais passam a integrar o programa de monitoramento do Instituto Preguiça-de-Coleira, fortalecendo as estratégias contínuas de pesquisa e conservação na região.

As solturas são sempre realizadas no mesmo local ou o mais próximo possível de onde a preguiça foi encontrada, respeitando seu território e aumentando suas chances de adaptação e sobrevivência.

Cada resgate revela a dimensão do impacto.
Cada dado coletado fortalece a conservação.

Agradecemos à equipe de resgate de fauna pela parceria e atuação responsável.

Seguimos conectando preguiças, florestas e pessoas. Vem com a gente?

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