IPDC celebra um ano de atuação no litoral norte da Bahia com semana especial de atividades

O Instituto Preguiça-de-Coleira de Pesquisa e Conservação (IPDC) completou, em agosto, um ano de atuação no litoral norte da Bahia. Para celebrar essa trajetória, o Instituto promoveu, entre os dias 24 e 27 de agosto, uma semana especial de atividades que reuniu escolas, órgãos públicos, comunidades tradicionais, voluntários e parceiros institucionais em torno de uma causa comum: a conservação da preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus) e da Mata Atlântica que abriga a espécie.

Em apenas doze meses, o IPDC consolidou uma atuação integrada envolvendo pesquisa científica, resgate e atendimento a ocorrências, monitoramento, ciência cidadã, restauração florestal e educação ambiental. A semana de aniversário foi, sobretudo, um momento de compartilhar essa caminhada com as pessoas e instituições que fazem parte dessa rede de conservação.

Plantando o futuro da Mata Atlântica

A programação seguiu com uma ação de plantio de mudas nativas na Fazenda Toca da Onça, localizada na comunidade de Olhos D’Água, realizada em parceria com a Bracell e Latitude12 e com alunos da Escola Municipal Professor Auréo de Oliveira Filho.

A restauração de áreas degradadas é uma das estratégias fundamentais para a conservação da preguiça-de-coleira. Como espécie arborícola, a preguiça depende da existência de árvores e de áreas de floresta conectadas para se deslocar, encontrar alimento e estabelecer seus territórios.

Cada muda plantada representa, portanto, um investimento no futuro da paisagem e na construção de uma rede de habitats mais conectados para a preguiça-de-coleira e para toda a biodiversidade da região.

A conservação também se faz com histórias

As crianças também fizeram parte da programação por meio da contação de histórias “Cissa, a Preguiça”, conduzida pela contadora de histórias Áurea Bárbara, com a participação do Grupo de Capoeira Esporão, no Clube de Pescadores da Praia do Forte.

Em uma tarde de cultura, brincadeira e aprendizado, a história levou mensagens de conservação para crianças e famílias de maneira lúdica, aproximando a proteção da natureza da cultura e das comunidades locais.

A atividade reforçou uma das principais frentes de atuação do IPDC: transformar conhecimento científico em experiências que despertem vínculo, pertencimento e cuidado com a biodiversidade.

Um novo Espaço para a preguiça-de-coleira

O encerramento da semana foi marcado pela inauguração do Espaço Preguiça, no Centro de Visitantes do Projeto Baleia Jubarte, na Praia do Forte, viabilizado com o apoio do Tivoli Ecoresort.

O novo espaço representa mais um ponto de encontro entre ciência, educação ambiental e conservação, permitindo que moradores, visitantes e parceiros conheçam melhor a preguiça-de-coleira, os desafios enfrentados pela espécie e as iniciativas desenvolvidas pelo IPDC.

A cerimônia também foi marcada por importantes conquistas institucionais.

O IPDC celebrou a assinatura de termos de parceria com o Projeto Baleia Jubarte e com a Tytobiodata, fortalecendo a rede de instituições envolvidas com pesquisa, tecnologia e conservação.

Outro momento especial foi a comemoração da marca de 1.000 registros do programa de Ciência Cidadã, número que já ultrapassou essa marca e chegou a 1.055 ocorrências, demonstrando a importância da participação da sociedade no acompanhamento da fauna silvestre do litoral norte da Bahia.

Reconhecendo quem ajuda a conservar

A celebração também foi uma oportunidade de agradecer e reconhecer as pessoas e instituições que contribuíram para a construção do IPDC ao longo de seu primeiro ano.

Durante o encerramento, foi realizada a entrega do Certificado Amigo da Preguiça, uma homenagem às pessoas e instituições que tiveram participação especial nessa trajetória.

A conservação de uma espécie ameaçada não é feita por uma única instituição. Ela depende da colaboração entre pesquisadores, comunidades, escolas, empresas, órgãos públicos, voluntários e cidadãos que compartilham informações e ajudam a proteger os animais e seus habitats.

Um ano de trabalho coletivo

O primeiro ano do IPDC representa o início de uma trajetória construída a muitas mãos. Em apenas doze meses, o Instituto ampliou suas ações de pesquisa e monitoramento, fortaleceu iniciativas de educação ambiental, respondeu a ocorrências envolvendo preguiças-de-coleira e avançou na construção de uma rede de ciência cidadã e conservação no litoral norte da Bahia.

Os números alcançados — 1.055 ocorrências registradas, 9.500 hectares monitorados, 60 pontos de travessia instalados, 24 preguiças monitoradas por rastreamento, 68,5 horas de levantamento com drone termal, 201 ações emergenciais, mais de 200 animais microchipados e 14 parceiros institucionais — mostram que a conservação pode ganhar escala quando ciência, sociedade e instituições trabalham juntas.

Essa história só foi possível graças à participação de muitas pessoas e instituições.

O IPDC agradece especialmente às escolas, comunidades, voluntários e parceiros que acreditaram no trabalho do Instituto e ajudaram a transformar ideias em ações concretas, com destaque para o apoio de Tivoli Ecoresort, Projeto Baleia Jubarte, Bracell, Latitude12 e todos os demais parceiros que fazem parte dessa rede.

Celebrar um ano é também renovar um compromisso.

A preguiça-de-coleira é parte da biodiversidade e da identidade da Mata Atlântica do litoral norte da Bahia. Proteger essa espécie significa também proteger as florestas, os corredores ecológicos e os territórios compartilhados por inúmeras outras formas de vida.

O IPDC segue construindo essa rede e convida todos que desejam conhecer, apoiar ou participar dessa causa a fazer parte dela.

Porque conservar a preguiça-de-coleira é, acima de tudo, cuidar da floresta e de todos que dependem dela.

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